Relação Mãe e Filho – Essencial para a Saúde da Criança
Poderíamos dizer simplesmente que e total. Essa informação é óbvia e está gravada a ferro e fogo nas estranhas de nosso DNA ancestral. Desde que o ser humano se tornou um ser social, as mães humanas vem cuidando de suas crias e compartilhando as tarefas que lhes eram atribuídas com o cuidado e a preparação da prole.
No entanto, em nenhuma outra época esse convívio esteve tão ameaçado como hoje em dia. No passado as mulheres não trabalhavam ou trabalhavam apenas na manutenção da casa e em serviços dentro do aglomerado da aldeia em que viviam. Mas, hoje me dia, as mulheres devem sacrificar muito de sua função e de seu prazer de serem mães em nome de suas carreiras e de seu desenvolvimento profissional e intelectual.
Mas é importante que a mulher moderna entenda que a sua presença, mesmo que mínima, é de fundamental importância para a criação de uma criança saudável mental, física e socialmente. Inúmeros distúrbios mentais, emocionais e de aprendizado podem ser notados em crianças negligenciadas por suas mães. Por mais incrível que pareça, esses mesmos distúrbios se manifestam em menor intensidade em crianças que cresceram na ausência dos pais. Daí os estudos mostrarem que a presença da mãe é a mola fundamental, sem a qual, nosso desenvolvimento seria imensamente prejudicado. Brincar com as crianças é muito saudável e prazeroso.
Foi no útero que a criança tomou conhecimento pela primeira vez da existência de sua mãe. Lá ela tinha abrigo, proteção e os nutrientes necessários para sua vida. Lá ela ouvia a voz de sua mãe e sentia os afagos do calor de seu corpo. Ao nascer, foi da mãe que ela sentiu o primeiro cheiro e despertou os seus ouvidos para a voz suave e amável dela. Foi inundada dessas sensações de prazer e aconchego que mamou pela primeira vez e teve saciada a fome primordial pela vida. E é a amamentação que contribui enormemente para o fortalecimento desse laço entre mães e filhos.
É importante que as mães que trabalham dediquem, pelo menos, duas horas de convívio diário com seus bebês. Elas devem estimulá-los, tocá-los, provocarem sensações carinhosas e prazerosas por todo o seu corpo. Devem falar com eles, catar para eles e tentar ao máximo passar o maior tempo possível com eles. Cante para o seu bebê dormir.
Para crianças mais velhas (entre três e sete anos) é de fundamental importância que as mães participem de brincadeiras e jogos com seus filhos. Mesmo começando a “fase da libertação” a criança deve sempre saber que a mãe estará presente e disposta a ir ao seu auxílio sempre e, ao mesmo tempo, se divertir com ele em momentos de pura alegria.
Um grande problema das mães “ausentes” é a culpa por terem que se afastar muito das crianças e esse sentimento acarreta nelas um efeito danoso que é o de mimar extremamente as crianças. Assim, cria-se na criança a ideia de que ela pode tudo e que não há limites a serem respeitados. Afinal de contas, “mamãe ri de tudo o que eu faço e deixa eu destruir a casa sem reclamar”.
Lembrar sempre que o seu papel é educar e que os limites são extremamente necessários para que a criança se transforme num adulto socialmente saudável e tenha condições de buscar a felicidade no futuro deve sempre ser o norte de orientação para as mães. Trabalhando fora ou não.
